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Nova Ordem Mundial O presidente italiano Giorgio Napolitano recebe o mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, em Roma
ROMA.- O presidente brasileiro, Luiz Inacio Lula da Silva, pediu a criação de “uma nova ordem” econômica Mundial... quando foi recebido ontem em Roma pelo presidente da República italiana, Giorgio Napolitano. “A crise financeira atual constitui uma extraordinária oportunidade para que reflitamos sobre os erros e para criar uma nova ordem mundial...”?O presidente italiano... reconheceu que ambos os países mantém relações “excelentes”, assim como “afinidade” de visões sobre “temas internacionais, econômicos, políticos e culturais”.?

A reportagem acima, publicada em novembro de 2008 Lula e o governo italiano estão de acordo com que se estabeleça esta Nova Ordem Mundial. Mas neste apelo, eles não estão sós. Outros líderes do mundo também encontram-se unidos no mesmo apelo:

Os líderes europeus exigem uma nova ordem econômica mundial

18 de octubre de 2008, 09:15 AM
PARIS (AP) – A idéia é ambiciosa. Os líderes mundiais e acessores do presidente eleito americano se reuniriam em Nova York antes que se encerre o ano para tratar de delinear uma nova visão para a economia global.
... o que se precisa é nada menos que uma versão da conferência de Bretton Woods de 1944, a qual uniu os líderes aliados e estabeleceu uma ordem monetária e financeira mundial posterior à Segunda Guerra Mundial....” Este é um momento definitivo para a economia mundial”, escreveu Brown na edição de sexta feira do Washington Post. “As velhas instituições financeiras internacionais do pós guerra estão obsoletas. Têm que reconstruir-se para uma época totalmente nova...
Mas os especialistas se perguntam se os líderes na cúpula proposta seriam realmente capazes de deixar de lado os interesses nacionais e as diferenças legais e de cultura empresarial para coincidir em uma visão comum. Em troca da estabilidade financeira global, as nações poderiam ser obrigadas a sacrificar autonomia e crescimento econômico, sob uma regulação mais estrita.”

Por causa da crise econômica que se alastrou pelo mundo após a quebra do banco Leman Brothers, nos Estados Unidos, anunciada em outubro de 2008, os grandes de toda a terra se unem no pedido de uma Nova Ordem Mundial. Nas palavras “o que se precisa é uma...versão da conferência de Bretton Woods”, eles nos fazem entender o que seria esta Nova Ordem Mundial. Antes da realização desta conferência, em 1944, o mundo não possuía nenhum organismo de governo mundial. A última tentativa feita neste sentido fora a Sociedade das Nações, surgida após a primeira guerra mundial, a qual, embora tenha contado com muitos países, não teve a participação dos Estados Unidos da América, e assim falhou em tornar-se um organismo de governo mundial. A conferência de Bretton Woods foi uma reunião de várias nações que fez parte de um esforço bem sucedido para criar oficialmente o primeiro organismo de governo mundial que contasse com representantes de todas as potências do mundo: a Organização das Nações Unidas.


Com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, a ONU contava, a poucos anos atrás, com a participação de 168 países, e atualmente de praticamente todas as nações da terra. Embora tenha um caráter de governo mundial, a ONU tem-se mostrado como estando longe de ser um governo executivo de fato. Muitas nações, principalmente as potências, não acatam, não seguem as decisões da ONU. Os Estados Unidos atacaram e invadiram o Iraque mesmo contra sua recomendação, e em janeiro de 2009 vimos como Israel ignorou a decisão deste organismo ordenando um cessar fogo imediato na faixa de Gaza. Para ser de fato um governo mundial, é necessário que a ONU ou qualquer organismo que a venha substituir tenha força política suficiente para que todos os países se submetam à sua autoridade. Este novo governo tem sido anunciado na mídia com nome de Nova Ordem Mundial. Para que ele funcione e tenha força de impor leis aos países da terra, é necessário que esses abram mão das suas soberanias. Assim, se, por exemplo, o governo da Nova Ordem Mundial impusesse uma lei contra o aborto, ela não necessitaria de uma aprovação do Congresso para entrar em vigor no Brasil. Uma vez aprovada a lei, ela seria imediatamente válida e vigente em todo o mundo na data nela apontada.
    É difícil imaginar que os governos dos países desejassem voluntariamente abrir mão da sua soberania em favor do estabelecimento de um governo mundial. Todavia, a crise econômica que hoje se alastra pelo mundo parece ter dado o argumento que os defensores de tal governo precisavam para insistir na idéia. Nas palavras da reportagem apresentada ao início deste artigo, lemos: “As velhas instituições financeiras internacionais do pós guerra estão obsoletas. Têm que reconstruir-se para uma época totalmente nova... Em troca da estabilidade financeira global, as nações poderiam ser obrigadas a sacrificar autonomia e crescimento econômico, sob uma regulação mais estrita”. Em outras palavras: a crise deixou seu país em situação difícil? Quer estabilidade financeira? Abra mão da soberania - submeta-se a um governo mundial. O pedido dos líderes europeus para que se estabeleça uma Nova Ordem Mundial, mostra o interesse que existe nela. Nova como esta notícia possa parecer para você, ela foi predita muito antes por meio das profecias bíblicas. A mais de 2500 anos passados, por volta do ano 600a.C., o maior monarca da época desejava saber o que aconteceria no futuro, e isso lhe foi descerrado no sonho simbólico de uma estátua:

“E no segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve Nabucodonosor uns sonhos; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono.
2  E o rei mandou chamar os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei qual tinha sido o seu sonho; e eles vieram e se apresentaram diante do rei.
3  E o rei lhes disse: Tive um sonho; e, para saber o sonho, está perturbado o meu espírito.
4  E os caldeus disseram ao rei em siríaco: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.
5  Respondeu o rei e disse aos caldeus: O que foi me tem escapado; se me não fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo;
6  mas, se vós me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim presentes, e dádivas, e grande honra; portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretação.
7  Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e daremos a sua interpretação.
8  Respondeu o rei e disse: Percebo muito bem que vós quereis ganhar tempo; porque vedes que o que eu sonhei me tem escapado.
9  Por conseqüência, se me não fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude o tempo; portanto, dizei-me o sonho, para que eu entenda que me podeis dar a sua interpretação.
10  Responderam os caldeus na presença do rei e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei; pois nenhum rei há, senhor ou dominador, que requeira coisa semelhante de algum mago, ou astrólogo, ou caldeu.
11  Porquanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne.
12  Então, o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.
13  E saiu o decreto segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram Daniel e os seus companheiros, para que fossem mortos.
14 Então, Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia.
15  Respondeu e disse a Arioque, encarregado do rei: Por que se apressa tanto o mandado da parte do rei? Então, Arioque explicou o caso a Daniel.
16  E Daniel entrou e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que pudesse dar a interpretação.
17  Então, Daniel foi para a sua casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros,
18  para que pedissem misericórdia ao Deus dos céus sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia.” Daniel 2:1-18
    O rei Nabucodonozor teve um sonho, mas não se lembrava dele. Todavia, tinha a intuição de que ele era importante, e portanto chamou aos magos e astrólogos para que lho trouxessem à memória. Para os que hoje ainda não trabalharam próximos de governantes, pode parecer que o costume de consultar magos, astrólogos e feiticeiros pertencia apenas aos monarcas da antiguidade; todavia, ainda hoje é muito comum eles, senadores, presidentes e mesmo reis fazerem tais consultas. Quase todos eles têm os chamados guias espirituais, que podem ser pais e mães de santo, magos, como Paulo Coelho, mestres de lojas maçônicas, rosa cruz e ou outras sociedades secretas. Confiam que estes podem lhes ajudar a tomar decisões acertadas. Mas no caso de Nabucodonozor, ninguém podia ajudar o rei em sua dificuldade, conforme os próprios magos disseram: “a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne” Dan. 2:11. Aqui, os próprios magos confessam que não possuem ligação com o Deus vivo. Estava além do alcance humano ou de qualquer anjo mortal atender o pedido do rei. Nabucodonozor descobriu algo que muitos dos governantes atuais ainda não sabem: os guias espirituais não têm ligação com o Deus que conhece todas as coisas. Somente um Deus Todopoderoso, que tudo sabe, poderia fazê-lo lembrar do importante sonho e também dar a interpretação correta. Deus estava em tudo isso. Ele queria mostrar ao poderoso monarca quão sem valor é a guia dos chamados pais espirituais, e por meio do registro desta história nas páginas da Bíblia, deseja fazer o mesmo hoje. Ele quer que cada homem tenha uma ligação íntima com Ele por meio de Jesus Cristo, tendo somente Ele como Seu guia espiritual. Segundo a Palavra de Deus, é um privilégio de cada ser humano levar suas questões diretamente a Ele em oração, em nome de Jesus, e obter dEle as respostas que busca. Jesus mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai [DEUS] senão por Mim” (João 14:6). Sabendo disso, Daniel conversou com seus companheiros, e juntos foram falar com Deus em oração, pedindo que Ele revelasse este segredo. E Deus se provou “Deus”, revelando tanto o sonho como a interpretação:

“19  Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu.
20 Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dEle é a sabedoria e a força;
21Ele muda os tempos e as horas; Ele remove os reis e estabelece os reis; Ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
22 Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com Ele mora a luz.
23 Ó Deus de meus pais, eu Te louvo e celebro porque me deste sabedoria e força; e, agora, me fizeste saber o que Te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.
24 Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; entrou e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e darei ao rei a interpretação.
25 Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e disse-lhe assim: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
26 Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar): Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação?
27 Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei.
28  Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas:
29  Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os segredos te fez saber o que há de ser.
30  E a mim me foi revelado este segredo, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei e para que entendesses os pensamentos do teu coração.
31 Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; essa estátua, que era grande, e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível.
32 A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços, de prata; o seu ventre e as suas coxas, de bronze;
33  as pernas, de ferro; os seus pés, em parte de ferro e em parte de barro.
34 Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou.
35 Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra.
36 Este é o sonho; também a interpretação dele diremos na presença do rei.” Daniel 2:19-34.

 

As palavras de Daniel mostram que o sonho revelava o futuro: “tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os segredos te fez saber o que há de ser” (V. 29). Que o rei reconheceu ser este o sonho que lhe havia passado é claro pelo final do capítulo:

“46 Então, o rei Nabucodonosor caiu sobre o seu rosto, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e perfumes suaves.
47 Respondeu o rei a Daniel e disse: Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos segredos, pois pudeste revelar este segredo.
48 Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também por principal governador de todos os sábios de Babilônia.” Daniel 2:46-48.
Fica estabelecido então o fato de que tanto o sonho do rei quanto sua interpretação foram dados por Deus. Uma vez que Ele, Deus, mostrou-se capaz de fazer lembrar ao rei mesmo o sonho que havia esquecido, entendemos que era igualmente capaz de dar a interpretação correta do mesmo, revelando com precisão o futuro. E qual era a interpretação do sonho? O que tem ela a ver com o pedido dos líderes europeus por uma Nova Ordem Mundial? Avancemos na leitura da Bíblia, e entenderemos:

“37  Tu, ó rei, és rei de reis, pois o Deus dos céus te tem dado o reino, e o poder, e a força, e a majestade.
38  E, onde quer que habitem filhos de homens, animais do campo e aves do céu, Ele tos entregou na tua mão e fez que dominasses sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.” Daniel 2:37, 38
Movido por Deus, Daniel aponta para o rei de Babilônia e indica ser ele a cabeça de ouro. A Babilônia era o império dominante no mundo conhecido da época.

“39 E, depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu...” Daniel 2:39
Poucos anos após a morte de Nabucodonozor, em 539a.C., a Babilônia caiu diante das forças de Ciro, que fez dos Medos e Persas os novos dominadores do mundo. O império correspondente à cabeça de ouro, Babilônia, caía e dava lugar ao império representado pelo peito e braços de prata da estátua. Assim como ela tinha dois braços de prata, o poder do império Medo Persa era formado por dois povos – Medos e Persas. O símbolo confere com as características do reino que o cumpriu.

“39  E, depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu, e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra.” Daniel 2:39
A Babilônia foi o primeiro reino mencionado na interpretação da estátua, e correspondia à cabeça de ouro. O segundo reino, a Medo Pérsia, foi representado pelo peito e braços de prata. Agora, um “terceiro” reino é mencionado. A história mostra que os Medos e Persas foram derrotados pelo grego Alexandre, o grande, que em 327a.C.. Ele estabeleceu então o império greco macedônico, o qual também dominou todo o mundo conhecido da época, chegando até a Índia. Esse terceiro reino correspondeu à terceira parte da estátua, o ventre de bronze.

“40  E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará.” Daniel 2:40.
As pernas da estátua eram de ferro, e foram interpretadas como sendo o quarto reino, que sucede o terceiro. Os Romanos conquistaram o império greco macedônico e estabeleceram o império de ferro, conhecido pela crueldade dos seus monarcas e soldados. Esta foi representada pelo termo “esmiuçará e quebrará”. É na época do império romano que vemos o uso da cruz como instrumento de tortura e morte. Jesus Cristo foi morto em uma cruz romana, no ano 32d.C. Note que a interpretação da estátua começa pela cabeça e, à medida em que avança, avançamos no tempo. Nas pernas da estátua, já estamos na era cristã. Até aqui, é incontestável que a profecia encontrou pleno cumprimento na história. Tal certeza nos dá segurança de que o revelado nela com respeito ao futuro certamente se cumprirá. Com respeito a ele, o profeta disse:

“41  E, quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo.
42  E, como os artelhos eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outra será frágil.” Daniel 2:41, 42
Até o tempo de Roma, os impérios sempre são apresentados como dominados por uma ou duas nações. Todavia, nos pés da estátua, que representam o fim do tempo, Daniel apresenta um reino “dividido”, formado de partes fortes como o ferro e outras fracas como o barro. Os elementos que compõem a estátua até aqui representam nações: o ouro representou Babilônia, a prata a Medo Pérsia, e assim por diante. Relativo ao ferro e barro dos pés, não pode ser diferente. Representam também nações. O ferro representou Roma antiga, a qual mais tarde se converteu em Roma papal, deixando de ser um poder meramente político para ser também um poder religioso, mas mantendo a mesma capital e sede de poder – a cidade de Roma. A Roma antiga, pagã, era opressora e dominava com punho de ferro, jogando os condenados às feras no coliseu; Roma papal era igualmente opressora, e levava os dissidentes para a estaca, a fogueira e a masmorra. Por isso, ambas são representadas pelo mesmo metal, o ferro das pernas, que esmiúça e quebra. O poder temporal do papado perdurou até 1798, quando o papa Pio VI foi aprisionado pelas forças do general Bertier, de Napoleão Bonaparte. Até hoje (janeiro 2009), o papado não recuperou a supremacia perdida. Todavia, vem aumentando novamente em poder político principalmente após iniciar o reinado de João Paulo II, e começa novamente a buscar dar as cartas na política internacional, mostrando que a Roma de ferro, embora enferrujada pelo tempo, continua firme e pronta a retomar o poderio mundial que perdeu. Este esforço atual de Roma foi visto por Daniel no tempo do fim desta história da humanidade, o dos pés. Parte deles era de ferro. O profeta não conseguiu discernir exatamente onde terminava o ferro e onde começava o barro; da mesma forma, é difícil hoje determinar com precisão até quais países se estende a influência política de Roma. E tal como Daniel viu no sonho, existe hoje um organismo de governo que representa um reino dividido – a Organização das Nações Unidas – ONU. Este é um governo mundial, mas multipolar, composto não apenas de uma nação dominante; o poder encontra-se dividido entre as grandes potências, especialmente os Estados Unidos e as principais nações da Europa, seguidas de Japão e China. Estas potências ainda lutam por favorecer seus interesses individuais, o que dificulta o estabelecimento de um governo mundial. Note então que os pés de ferro e barro correspondem à divisão política do mundo na forma a qual vemos hoje – um mundo dividido entre nações fortes e fracas. Estamos no tempo dos pés da estátua.

“44  Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre.” Daniel 2:44.
“Nos dias desses reis”. Daniel vê que, no nosso tempo, o dos pés, do reino dividido, haveriam reis dignos de nota. Que reis são estes e quantos são eles? A estátua, pelo que vimos até aqui, corresponde a um corpo humano: tem cabeça, ventre, braços, pernas e pés. Uma vez que estamos no tempo dos pés da estátua, o número de reis só pode estar representado pelo número de dedos. O pés têm dez dedos – daí entendemos que os reis são em número de dez. Mas haveria uma confirmação bíblica disso? Sim. Na impressionante revelação da profecia de Apocalipse 17*, a qual mostra que o próximo papa será o último da história da terra antes da segunda vinda de Cristo, encontramos a declaração do anjo:

“E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis” Apocalipse 17:12.
O Apocalipse revela que, no tempo do fim, dez reis reinarão sobre a terra. Hoje não os vemos, porque eles ainda não receberam o reino, como declara o anjo; contudo, eles receberão o poder como reis, em breve. Quando isso ocorrerá? É aqui que a Nova Ordem Mundial, apregoada pelos hoje pelos líderes políticos dos países, entra em cena. A mídia independente declara que, já em 1973, o clube de Roma, ao qual pertencem representantes das classes dominantes do mundo, dividiu o mundo em dez grandes regiões político-econômicas, as quais chamou de “reinos”, o mesmo termo usado em Apocalipse 17:12: “ainda não receberam o reino, mas receberão”.

 

“O Clube de Roma (CDR) afirma ser uma organização informal de menos de cem pessoas que são, segundo suas próprias palavras, ‘científicos, educadores, economistas, humanistas, industriais e servidores civis internacionais’...

Encarregou-se ao Clube de Roma a tarefa de supervisionar a divisão em regiões e a união do mundo inteiro...

As conclusões e recomendações do Clube são publicadas de tempo em tempo, em relatórios especiais e altamente confidenciais, que são enviadas à elite do poder para serem postos em prática. Em 17 de setembro de 1973, o Clube enviou um destes relatórios, intitulado Modelo adaptado por regiões do sistema de governo mundial...

O documento revela que o Clube dividiu o mundo em dez regiões políticas/econômicas, às quais chama de “reinos”.” Fonte: Rumbo a La Ocupación Mundial, págs. 60, 61 (ênfase e grifo nossos) – Reproduzido no livro “O Oitavo”, publicado pela Editora 4 Anjos.
    Segundo esta divisão realizada pelo clube de Roma, o poder político não ficará mais distribuído entre as centenas de países da terra, mas dividido em dez grandes “reinos”, os quais, segundo a profecia bíblica, serão governados por dez reis. Para que isso ocorra, os países terão de abrir mão de sua soberania para converterem-se em meros “estados” pertencentes aos “reinos”. Entendendo isso, podemos compreender melhor as palavras dos especialistas mencionadas na matéria citada no início deste artigo:

“Mas os especialistas se perguntam se os líderes na cúpula proposta seriam realmente capazes de deixar de lado os interesses nacionais e as diferenças legais e de cultura empresarial para coincidir em uma visão comum. Em troca da estabilidade financeira global, as nações poderiam ser obrigadas a sacrificar autonomia e crescimento econômico, sob uma regulação mais estrita.”
Como conseqüência da crise econômica que começou em outubro de 2008 nos Estados Unidos e se alastrou pelo mundo, os líderes dos diferentes países começaram a fazer um apelo comum: que se estabeleça uma nova ordem mundial. A proposta é uma nova reorganização política, e conseqüentemente econômica e financeira do mundo, e o nome “Nova Ordem Mundial” resume o que ela significa. E o estabelecimento desta ordem nos levará para o tempo dos dez reinos desta Nova Ordem Mundial, governados pelos dez reis representados pelos dedos da estátua de Daniel, o último tempo da história desta humanidade. E o profeta relata o que ocorrerá no tempo destes dez reis:

“44  Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre.” Daniel 2:44.
Sim, será nos dias dos dez reis da Nova Ordem Mundial que Deus levantará um reino eterno, enviando o Senhor Jesus Cristo para dar a cada um segundo as obras que praticou no corpo, nesta vida; a vida eterna ou o lago de fogo seguido de morte eterna após o juízo final. E esta Nova Ordem Mundial está sendo apregoada pelos diferentes líderes e chefes de estado em todo o mundo. Disse Jesus: “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21:28). Ele deseja que, neste tempo, desviemos a atenção das coisas temporais, deste mundo, e dediquemos tempo e esforços para que obtenhamos as que são espirituais e eternas; que olhemos para a recompensa futura e nossa pátria que está nos céus; e por isso andemos hoje em humilde obediência a Deus, conformando nossas vidas com Sua Palavra, pelo poder de Jesus, como Ele mesmo fez quando esteve na terra. Jesus nos dá esta revelação hoje porque deseja que ergamos nossas cabeças e O contemplemos; que façamos dEle o Salvador completo da nossa alma; para que Ele seja não somente um Sacerdote que escuta nossas confissões e pede a Deus para que desconsidere nossos pecados passados para que continuemos a andar de maneira leviana e descuidada nesta Terra; mas sim que limpe todo o pecado de nossas vidas, capacitando-nos a não pecar, para que sejamos parte da igreja que Ele levará conSigo quando vier pela segunda vez a esta Terra:
“igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” Efésios 5:27.
Entregue-se hoje sem reservas a Jesus; faça dEle seu amigo e confidente e estude Sua Palavra, a Bíblia, diariamente, obedecendo a tudo o que Jesus ali te ensinar, em especial os Dez Mandamentos da Sua lei (Êxodo 20:3-17), para que Ele te purifique e te faça participante desta igreja que Ele buscará. Este é o desejo dEle e de todo o céu para você e para todo o ser humano. Amém. Que Deus te abençoe.

 

Pr. Jairo Pablo A. de Carvalho

 




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